Ele é daqueles que parecem normais,
Mas ninguém é normal quando se olha de perto
E ele não foge à regra, possui estranhas manias
Dentre elas a mais estranha é a de observar as pessoas
Observar só? Não
É uma espécie de veneração ou investigação
Não se contenta em apenas ver as pessoas
Algumas pessoas lhe chamam à atenção
E ele vai buscá-las onde puder achá-las
É como um jogo para descobrir quem são
Não quer apenas o que todos sabem
Ele quer mais, quer o que pensam, o que sentem
Quase sempre acaba por conhecê-las
Torna-se amigo, conhece seus medos, vontades
Descobre quem são de verdade
Ajuda, estimula, encoraja, encanta e vicia,
Torna-as dependentes dele e depois independentes
E quando se cansa da mesmice, deixa-as,
Por que outras pessoas já chamaram a sua atenção
Vai em busca das outras, não só por que se cansou
Mas por que acha que pode ajudá-las a ver a vida
E continua sempre nesse ciclo, precisa disso
Precisa das pessoas a sua volta
E por falar nisso, lá está ele agora
Vidrado na menina de unhas coloridas
Percebeu que ela mudou a cor do esmalte
E acaba de descobrir onde ela estuda
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