sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Cansei, Quero
"Esse frango está horrível !Sabe o que mais, não gostei desse lugar, quero ir embora."
"Termine de comer pelo menos."
"Não! Se quiser ficar, fique, eu estou indo!"
"Peraê"
"..."
"Por que você saiu daquele jeito? Todos ficaram olhando!"
"Eu estou cansada de você e do seu jeito"
"O que foi? Só por que eu olhei para a menina na mesa ao lado?"
"Não! Não é só isso! Eu não quero mais a sua companhia, cansei!"
"Eu não estou te entendendo. Há um mês atrás você me amava tanto. O que mudou?"
"O que mudou?... Minha forma de ver o mundo. Acho tudo muito chato agora, uma mesmice que me enoja. Não quero mais posar de sua namoradinha."
"Já sei por que você está assim! Você vem mudando desde que começou a sair com suas novas amigas. São elas que estão fazendo sua cabeça contra mim? Conheceu algum cara novo?"
"Não conheci um cara novo, conheci melhor a mim e a você, percebi quem realmente está ao meu lado. Não quero alguém que fique olhando as outras passarem. Não quero mais satisfazer os outros, quero terminar tudo. Quero conhecer melhor o que só consigo ver agora."
"Você está me deixando?"
"Estou sim! Vou procurar quem queira me dar amor."
"Você vai ficar encalhada e vai me pedir para voltar, mas não vou te querer mais, vou estar em outra!"
"Eu também!"
"Como? Não entendi?"
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Algo Diferente
Ele ia, andava, meio sem rumo, quase sem graça,
Naquela avenida a beira mar.
Era verão, fazia muito calor,
Mas ele sentia as mãos geladas e o corpo trêmulo.
Muitas pessoas se divertiam naquela hora,
Músicas a se confundirem nas ruas,
Mas ele, não ouvia nada, ou pelo menos não o entendia.
Ouvia o claro som do seu coração que,
De constantemente calmo passara a
Quase zabumba em baião.
Há minutos atrás acabara de viver algo diferente,
Era diferente de tudo que havia vivido
Ainda sentia o toque das mãos quentes
Que outrora o afagava e apertava.
Constantemente tocava ou lambia seus próprios lábios
Apenas para certificar-se de que aqueles
Lábios não estavam mais entre os seus.
Sentia frio, não por que fazia frio,
Mas por que aquele corpo não o abraçava mais.
Ele não se questionava o que aconteceu,
Pensava em como algo tão bom demorou tanto para ocorrer.
Ele, que buscava tudo de bom que a vida podia trazer,
Sentiu-se privado em todos aqueles anos.
Passado o susto, ele queria mais,
Não via a hora de cobrar da vida aquilo que não havia tido.
Ele queria agora e tinha pressa.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Abolição da Escravatura
Ontem(dia 13 de Maio) me desejaram um excelente dia pela conquista de 123 anos atrás. Paro e pergunto:"Conquista?"
Não sei. Hoje ainda sou mão de obra de exploração! Escravo disfarçado, bolsista. Me pagam menos do que se precisa pra sobreviver e todos fingem que é normal. Libertaram os escravos para morrerem à míngua, na luta contra os grilhões desse mundo cão.
Não sei. Hoje ainda sou mão de obra de exploração! Escravo disfarçado, bolsista. Me pagam menos do que se precisa pra sobreviver e todos fingem que é normal. Libertaram os escravos para morrerem à míngua, na luta contra os grilhões desse mundo cão.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Sabe o que mais...
Ela subia aquela ladeira fazia anos, todas as segundas, terças... sextas, cantarolando músicas que, segundo ela, eram para acalmar a alma. Mas naquela quarta cinzenta algo diferente acontecia, lá se ia ela, num vestido vermelho de decote revelador e de três saias, murmurando: "Isso não podia ter acontecido!". Aquela que lhe era a pessoa mais querida fora vista ao afagar o colo de outra morena e ela, num ímpeto, saiu sem ser notada e ainda não entendia claramente o que havia presenciado. De repente lhe veio uma idéia que era tanto descabida quanto tentadora, virou-se no meio da ladeira e começou a descê-la. Do pé da ladeira já se escutava o claro som dos tambores e da música envolvente, mas ela, que estava de coração partido, já se remexia por vingança, sentia que a cada gesto ou movimento de seus largos quadris matava o ser que havia lhe infligido um golpe quase mortal. Quando chegou ao largo logo foi notada, um rapaz que parecia não ser dali chegou-se a ela e disse: "Se o sol brilhasse como você eu certamente estaria em uma praia a me refrescar". De início pensou em não dar-lhe ouvidos, mas virou-se bruscamente e disse: "Sabe o que mais...", pegou o braço do moço e começou a dançar. Este dançava muito bem e a conduzia nos mais elaborados passos, quando ela aproximou-se e deu-lhe um beijo molhado, mas sem ternura, ele lhe retribuiu, embora suspreso com sua ação. Nos pensamentos dela só vinha uma imagem, seu ser amado e aquela morena que tantas vezes a ajudava a fechar as contas do caixa na loja de sapatos. Quando parou e olhou em volta notou sua rival chegando só à festa, esperou para ver se alguém mais vinha, ninguém apareceu. Já era fim de festa, madrugada, ela já havia curtido tudo que a festa e o rapaz poderiam oferecer quando meio tonta sentiu o celular vibrar e atendeu, era uma voz trêmula e preocupada que lhe informou do estado da sua pessoa amada, estava doente , havia sido internada na manhã da quarta-feira e precisava de seus cuidados. Naquele momento ela desligou o celular, olhou para o rapaz que a acompanhava e disse: "Sabe o que mais... deve ser um sinal dos céus, acho que vou ficar viúva", saiu assim da festa, guiada por ele em direção ao hospital.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Encanto
Dizem que temos medo do desconhecido, não nego. Afirmo porém, que o muito conhecido não tem graça. Aquilo que vejo sempre, vejo tanto que já nem olho. O que é obscuro, escondido, imprevisível, turvo e até duvidoso tem o seu encanto. De tanto andar por uma rua mudo meu caminho para conhecer o novo. Não vá me dizendo quem és, deixe-me descobri-lo. Como mergulhar em águas escuras sinto medo e desejo, não certeza e tédio. É como roubar doce no escuro, um pouco tenso e saboroso. Admiro as incertezas e as diferenças, amo os desafios. O enigma é o encanto. Quero desvendar pensamentos e vontades, prever o que será. Mas não seja previsível, por que o encanto é perecível.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Admiração
Vejo, sigo
Olho, admiro
Falo, exalto
Quero, não posso
Me olha, disfaço
Não falo, fujo
Continuuo só na admiração.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O Rio
Eu esperei por tanto tempo
Ansiei
Desejei ardentemente o dia
Te ver foi como um sonho
O que tanto desejei
Era inacreditável
Acho que sonhava
Quando me vi sobre ti
Naquela tarde
Com o sol a se por em você
Guardei a beleza que vi
Meu sonho se realizou
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Fim de semestre
Olha, lá se vai!
Começou
Não terminou
Se arrasta em seus últimos dias
Me desgasta
Me rasga
As noites mal dormidas
Acordo já cansada
Vai, logo deixa-me
Não tires mais de mim
Não quero mais te ver
Quando acabar, férias terei
Logo, semestre, acabe
Começou
Não terminou
Se arrasta em seus últimos dias
Me desgasta
Me rasga
As noites mal dormidas
Acordo já cansada
Vai, logo deixa-me
Não tires mais de mim
Não quero mais te ver
Quando acabar, férias terei
Logo, semestre, acabe
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Longa espera
Quando cheguei ainda estava cedo, algo em mim diza pra não ter pressa
Fui até lá, vi muitas pessoas chegarem
Sentia que algo me faltava
Era esse o lugar? Eram essas as pessoas?
Fora uma certa que não fora sem justificar
Todos estavam lá
Mas alguém ali não estava
Tentei distrair minha cabeça que a esssa hora já doía
Quando alguém apareceu, me fez sinal
Mas não, não era quem eu queria
Fiz de conta que o conhecia
Mas estava certa, era engano
Eu já mirava o horizonte meio sem graça
Ouvia um barulho, música, mar ou minha dor
Quando sem mais esperar encontrei o que procurava
Mal me encontrou, me encantou e já se foi
De qualquer jeito valeu a pena esperar.
Fui até lá, vi muitas pessoas chegarem
Sentia que algo me faltava
Era esse o lugar? Eram essas as pessoas?
Fora uma certa que não fora sem justificar
Todos estavam lá
Mas alguém ali não estava
Tentei distrair minha cabeça que a esssa hora já doía
Quando alguém apareceu, me fez sinal
Mas não, não era quem eu queria
Fiz de conta que o conhecia
Mas estava certa, era engano
Eu já mirava o horizonte meio sem graça
Ouvia um barulho, música, mar ou minha dor
Quando sem mais esperar encontrei o que procurava
Mal me encontrou, me encantou e já se foi
De qualquer jeito valeu a pena esperar.
domingo, 21 de novembro de 2010
Festa
"Me abraça, me aperta..."
Acordou a cantarolar essa música que tanto tinha a ver com o que vivera na noite passada.
Havia encontrado aquela que procurava e a teve em seus braços por horas.
Estava tão feliz da vida que continuou a cantar o resto do dia.
"...me prende em suas pernas"
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Dois
Sabe o que vejo em minha frente?
Dois
Uma disputa
Um desequilíbrio
O não ser simples
Os opostos que se atraem
Mas são partes de um mesmo imã
O seno
O cosseno
Os altos e baixos
Apenas dois que se dividem
Mas não se separam
De que lado estou agora?
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
O que você quer de mim?
Já te dei o que pediste. Por que você ainda me pede mais? Sinto-me vazia. Quero o nada. Não tenho o que querer. Quero tudo, mas não posso dizer o que. Apenas deixe-me. Quero ficar só. Deixe me ver a paisagem do meu vazio, empanturrado coração. Será que dá tempo de limpá-lo antes de alguém mais chegar? Não me peça mais, nem me dê. Quero minha companhia e solidão. Não posso me dar agora.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Não Sei
Nessas águas calmas
Penso eu
Vou seguindo
Onde chegarei?
Quero o céu
A paisagem
Quando vou parar?
Não sei
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Vem amigo
Se quer conversar vem, senta aqui
Vamos olhar o mar
Não sei o que há, mas sempre nos conforta
Me diga o que sente
Sei que não posso mudar as coisas,
Mas posso fazê-las parecerem melhores
Tenho o dia todo e sou toda ouvidos
Afinal pra que servem os amigos
Veja!
Ainda temos o céu azul
Sinta a brisa do mar
Não ponha os pés na areia
Não fique no sol
Faça apenas o que gosta
Mostre-me o seu coração
Por que eu já tenho a chave
Levarei até lá o sol
Vamos olhar o mar
Não sei o que há, mas sempre nos conforta
Me diga o que sente
Sei que não posso mudar as coisas,
Mas posso fazê-las parecerem melhores
Tenho o dia todo e sou toda ouvidos
Afinal pra que servem os amigos
Veja!
Ainda temos o céu azul
Sinta a brisa do mar
Não ponha os pés na areia
Não fique no sol
Faça apenas o que gosta
Mostre-me o seu coração
Por que eu já tenho a chave
Levarei até lá o sol
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Quem são esses ?
De repente me vi lá
Não sabia se era carnaval
Ou se estava no circo
Eram palhaços
Falando de coisas absurdas
Disseram que eu era pobre
Que eu era feio
Que eu não conseguiria
E sabe não desacredito
As vezes acho que meus cachos
Minha pele, meu jeito
São feios, estranhos
Eram mesmo palhaços
Ou deuses
Eles determinaram meu fracasso
E eu acreditei neles
Não sabia se era carnaval
Ou se estava no circo
Eram palhaços
Falando de coisas absurdas
Disseram que eu era pobre
Que eu era feio
Que eu não conseguiria
E sabe não desacredito
As vezes acho que meus cachos
Minha pele, meu jeito
São feios, estranhos
Eram mesmo palhaços
Ou deuses
Eles determinaram meu fracasso
E eu acreditei neles
sábado, 6 de novembro de 2010
Azul
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