segunda-feira, 27 de junho de 2011

Estive lá

Eu estive lá e, contando, ninguém acredita.
Aconteceram tantas coisas.
Tinha um morcego que ficava voando sobre minha cabeça à noite.
Mas era um lugar de sonhos, encantador.
Tinha um lindo céu estrelado e fazia um frio que chega saía fumaça da boca.
Tinha uma pastagem verde  de dar vontade de deitar.
E o lindo céu azul dessa manhã foi só pra me deixar com saudade.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Alívio do mar


Era fim de tarde e ela caminhava só pela areia.
Era o conflito de sua vida que voltava a atormentar.
Havia mudado de amigos e sentia saudades, sua vida tomara rumos não esperados.
Não os classificava como bons ou ruins, apenas diferentes.
Sentia um vazio, uma dúvida e uma grande dor.
Sentou-se a chorar na areia e olhou para o mar.
Pensou que as águas pudessem levar embora o peso que sentia.
Mas sabia que suas decisões eram suas e de mais ninguém.
Achou que mesmo que o mar não pudesse decidir, podia aliviar a dor.
Então ela foi e sem medo se deixou carregar pelas ondas.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Deusa


Sentia-se mal enquanto caminhava, quando a avistou de longe.
Não acreditou logo nos seus olhos, olhou novamente para ter certeza
E sua expressão de dor dissolveu-se em um sorriso de corpo inteiro.
Lá vinha aquela que podia controlar seus pensamentos e vontade se quisesse.
Ela andava de modo não muito glamouroso, de um jeito bem despojado.
Seus cabelos negros balançavam ao vento, mesmo quando não havia vento algum.
Mas não havia corpo mais feminino que o dela, de curvas perfeitamente desenhadas, 
Que naquele movimento de vai e vem dos quadris largos enfeitiçava.
Tinha rosto de traços fortes e marcantes, uma obra de arte sem igual,
Um sorriso largo, aconchegante e lindo, em que até a falha era enfeite.
Sua pele, de uma só cor de canela, era tão macia que instigava uma mordida.
Mas era o seu colo, de seios bem delineados que mais provocava os olhos.
Depois de vê-la esqueceu-se completamente do seu mal estar,
Só sabia pensar nela e todo o dia foi dela até os seus sonhos.

Vazio


Em mais um momento da sua vida ela disse pra si mesma: "É vivendo que se aprende"
Estava procurando explicações para o que sentia, ou melhor, para o que não sentia.
Se questionava por que mudou tão derrepente, não foi sua vida, ela mesma que mudou.
Queria ter domínio sobre seus próprios sentimentos, não do jeito que os outros,
que querem não se apaixonar quando já estão se apaixonando, não querem se deixar dominar.
Ela queria se entregar, mesmo que não devesse, se fazer amar quando estava armada contra isso.
Mas já não era possível, não que com o tempo ela não conseguisse, mas agora lhe era impossível
E isso a indignava tanto que ela sentia-se vencida pelo seu coração, queria amar e não podia.
Ficou de sentimentos inertes, de mãos atadas e com a cabeça cheia de perguntas.