segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Felicidades
Nesse momento em que todos desejam coisas boas
Em que a esperança de grandes mudanças faz-se presente
Eu só peço, não que a luta acabe e se faça paz,
Mas que todas nossas batalhas diárias acabem em vitória
Que vencer seja mais fácil e, ser feliz, mais comum
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Feliz Natal
É verdade, eu não gosto de natal.
Por mim eu faria muitas coisas diferentes nessa data.
Mas ninguém gosta de deixar a tradição de lado pra fazer uma coisa divertida.
Pra mim não é mais que um dia de ver aqueles parentes chatos.
De trocar presentes por obrigação...ah tradição.
De ouvir o mesmo blá blá blá da família, com aquelas perguntas inconvenientes.
Dia de fingir que você está bem e à vontade, mas não está.
E Fazer cara de tranquilo, comendo e bebendo pra descontrair.
Época de ver gente ficar bêbada e desabafar.
E no fim de tudo você se pergunta: "Onde ficou Jesus nisso tudo?"
SÓ NO PRESÉPIO.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Química
Chegaram antes, chegaram no vento e entraram
Se ligaram ao meu corpo e contaram
Vieram propagando os efeitos do seu no meu
Ficaram e convenceram e nem se demoraram
Cresceram os tremores no meu corpo pelo seu
Palpitou meu coração com esse desafio
Vieram os suspiros dizer o que aconteceu
Sua língua me tocando causou arrepio.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Eu Te Amo
Certa noite eu disse "eu te amo" pra uma certa menina linda.
Aquela que tem sido minha companheira nas alegrias e nas tristezas.
Ela tem sido meu travesseiro mais gostoso e um recanto para o meu coração aflito.
Simplesmente olhei pra ela e disse:" Eu te amo"
Não tive medo do que poderia ser depois.
Só me importa o que eu sinto agora.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Lapidação
Embora o mundo queira me moldar
Eu não vou me encaixar
Não esvaziarei meu coração
Não tratarei com desrespeito cada um
Resistirei a esse ataque que me dilacera
Agarrarei minha virtude mesmo que a duros golpes
Farei a minha face dura, mostrarei a alma cheia
Serei um recanto para os que amam de verdade
Farei das dores do peito poesia e canto
Transformarei ódio e rancor em poder
As feridas secarão como estampas de beleza
Ao fim de tudo serei mais bonita e mais completa.
Cheio de Amor
Vivendo a vida, sendo leal aos seus princípios
Sendo verdadeira, praticando a bondade
Sendo enganada, sendo tratada com indiferença
Constantemente sugada por infelizes e rodiada por traidores
Nessa vida que eu vivo, num momento em que me encontro encurralada por aqueles que contam os meus tropeços só para fazerem graça
O meu choro hoje é de tristeza e de solidão
O meu coração tão cheio se emudece diante de tanto vazio
Não sabe falar a língua da falsidade
Tudo que ele tem é amor, tudo que ele dá é amor sem pedir nada em troca
Todos rejeitam esse amor
Por que o amor flui entre corações cheios de amor
Se não há como ser sincero, não há como receber o verdadeiro amor
Sinto como se fosse explodir
Tenho um coração transbordando de algo que todos dizem buscar, mas não querem encontrar.
sábado, 20 de outubro de 2012
Aqueles Olhos
Estou com saudade daqueles grandes olhos negros me olhando
Daquele biquinho de lábios desenhados que disfarça um sorriso lindo
Estou sentindo falta daquela voz que enche meu coração de alegria
Queria acariciar seus cabelos do jeito que gosto de fazer até ela dormir
Saudade de dormir segurando seu peito e cheirando seus cabelos
De acordar com ela em cheias manhãs e ver logo cedo aqueles olhos
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Certos Erros
As vezes cometemos alguns erros que achamos serem certos
Até que a vida nos pune consecutivamente para corrigirmos nossas lentes.
Até que a vida nos pune consecutivamente para corrigirmos nossas lentes.
sábado, 28 de julho de 2012
Luxúria
Esta mulher, de quem começo a falar agora, já estava a chegar na metade da sua terceira década de vida.
Entre amores inventados, amores mal vividos e muitos maus tratos da vida ela não se deixou ter relações duradouras.
Ou não conseguiu, ela costumava se delongar ao tentar desvendar por que isso havia acontecido.
Ora achava que era culpa do seu beatismo, que controlou suas ações em boa parte de sua juventude.
Ora concluía que o mundo era mal mesmo, os homens não prestavam e estava descobrindo que as mulheres também.
Ela estava só e não pretendia mudar isso enquanto não achasse alguém que realmente mudasse seu modo de pensar.
Na sua mente, ainda muito religiosa, se culpava pelas suas recentes investidas com mulheres e com homens também.
Se julgava obscena, indecente, mas gostava disso e, mesmo assim, sofria com isso.
Pensava que já havia tentado de tudo e não tinha alcançado o sucesso nas suas relações amorosas.
Certa noite, ao ler um livro que lhe fora indicado, que tratava de um depoimento real, se surpreendeu.
Tal livro tratava da luxúria como ela nunca havia visto antes, a personagem se divertia dos seus feitos, os considerava uma revolução.
Havia vivido e sentido prazer de tantas formas que muitos, nem de perto, imaginariam que alguém poderia fazer.
A mulher se inspirou, começou a achar que nada havia visto da vida ainda, queria luxúria, começou a alimentar a insaciedade do desejo do seu corpo.
Achou sua heroína, a tal personagem de mais de seis décadas de vida bem gozada e bem vivida.
Queria ser assim, buscar uma relação era bobagem para quem podia ter muitas, plurais e diversas relações.
Pensou em planejar, mas planejar o que? O desejo acontece, sacia-se. Sexo se faz, diverte-se.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Um pôr do sol
Fui até a borda, cheguei no limite
Senti uma força que desconhecia
Tive meus cabelos assanhados no vento
Meus dedos embranqueceram de frio
E a luz ofuscou os meus olhos
Mas vi paisagens mais lindas no caminho
Vi as primeiras estrelas do crepúsculo
Experimentei a solidão mais completa
Fiquei, no meio da multidão, só
Mas cada raio de luz que tocou a minha pele
E cada arrepio de frio que eu tive
Me tornaram mais inteira
Hoje eu sou muito mais eu do que eu já fui.
Orquestra do Vento
Depois que passa a tempestade, que passa o sofrimento.
Mesmo depois que você entende o que aconteceu,
Que os réus já foram condenados e absolvidos.
E quando você já desferiu os mesmos golpes que sofreu,
Que só restam lembranças boas,
Quiçá um pouco de saudade.
Te encontram as perguntas e as certezas,
Agora tão quietas que não fazem mais barulho e nem sentido.
Também te encontra o vento ou te acerta,
Talvez querendo te ensinar a viver
Ou levar tudo que passou com mais força que o tempo.
Fica vazio ou fica pleno, cheio de som.
Pode ser a canção de ninar do mar enquanto o sol adormece.
Quem sabe a fúria da tempestade que enche os ouvidos.
Quero ouvir essa música, vou assistir a ópera do vento.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Novos Óculos
Hoje encontrei bons óculos e estou enxergando melhor
Vejo pessoas fingidas
Vejo mulheres inseguras
Vejo pessoas comprometidas e inseguras que flertam só pra se sentirem bem
Vejo pessoas com sérios problemas de ego
Vejo que se for pra ficar com esse bando de gente prefiro ficar só
Vejo pessoas que se aproveitam dos sentimentos alheios por interesses egoístas e fúteis
Vejo pessoas estragarem suas poucas oportunidades de serem melhores e mais confiáveis por estupidez
Acham que vejo demais
É a verdade que vejo
terça-feira, 8 de maio de 2012
Ripe fruit waiting
Sometimes, when you´re doing something very hard
You start to ask yourself why
But only when you can reap the fruits
You can understand why you have to expect the tree to grow.
sábado, 28 de abril de 2012
Foi Lindo
O nosso amor passou, não quero mais te ver.
Se nosso amor brilhou, não quero mais você.
Foi tudo muito lindo, que pena que acabou.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Seria boa demais
Seu jeito de mal. Seus olhos quebrados. Sua boca farta. Seu sorriso doce. Sua pele morena cetim de seda. Seus cabelos, nem sempre arrumados. Sua gargalhada entrecortada. Seu olhar desbravador. Seu instinto protetor. Seu colo, um convite. Suas pernas, sedução. Suas mãos, carícias. Seu amor de surto. Não tem defeito? Não teria. Seria você. Seria boa demais. Seria amarga também. Seria tortura. Seria vício também. Seria um problema. Seria eu não te querer bem.
terça-feira, 20 de março de 2012
Tanto
Quando, extasiada de prazer, olho esse mar, me pergunto se mereço tanto. Nesse imenso azul, tão lindo, mergulhar devia ser a honra dos deuses, o pátio da deusa. E eu aqui, tão pequena, tão eu, perdida e afogada nesse mar de satisfação. A vida deu demais pra quem esperava pouco.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Minha Teia
Estou limpando a minha casa.
Sacudi os meus tapetes e vou abrindo as janelas
Estou pintando as fachadas.
Vou quebrando as correntes, transformando minha cela.
Limpei a mobília empoeirada
E tecendo a minha teia, penso em me deitar nela
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Prazer Proibido
Seu grande prazer lhe causava grande dor.
Não é dor daquelas que se espera ficar madura pra colher.
Nem das que se sente quando se apanha.
Não é tão intensa como a dor de perder um grande amor.
Nem passa perto da dor de amor não correspondido.
Essa só lhe surgia quando fuçava as páginas recentes da sua memória.
As imagens, outrora tão comuns, tinham um poder perturbador.
O que começava com nojo, desvanecia-se numa saudade aterradora.
A saudade transmutava-se em desejo eufórico.
E o desejo era amigo da desilusão que lhe aparecia clara.
Firme como uma facada que lhe despontava no peito.
E doía e doía e doía e lhe trazia um prazer quase mórbido.
Até ela se lembrar que não devia abrir aquele baú.
Já havia prometido pra si mesma que não faria isso.
Mas havia quebrado a promessa tantas quantas vezes estivesse fraca.
E, embora demorasse, acontecia quando ela não esperava.
Aquele prazer proibido lhe trazia culpa e o chão duro da culpa lhe fazia parar.
"Aiiiii....chega!"
Não é dor daquelas que se espera ficar madura pra colher.
Nem das que se sente quando se apanha.
Não é tão intensa como a dor de perder um grande amor.
Nem passa perto da dor de amor não correspondido.
Essa só lhe surgia quando fuçava as páginas recentes da sua memória.
As imagens, outrora tão comuns, tinham um poder perturbador.
O que começava com nojo, desvanecia-se numa saudade aterradora.
A saudade transmutava-se em desejo eufórico.
E o desejo era amigo da desilusão que lhe aparecia clara.
Firme como uma facada que lhe despontava no peito.
E doía e doía e doía e lhe trazia um prazer quase mórbido.
Até ela se lembrar que não devia abrir aquele baú.
Já havia prometido pra si mesma que não faria isso.
Mas havia quebrado a promessa tantas quantas vezes estivesse fraca.
E, embora demorasse, acontecia quando ela não esperava.
Aquele prazer proibido lhe trazia culpa e o chão duro da culpa lhe fazia parar.
"Aiiiii....chega!"
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