Era uma garota de cerca de 15 anos
Se achava a mais bela das garotas da sua escola
Sua família, que sabia do seu problema,
O escondia dela debaixo de sete capas
Faziam de tudo, tudo mesmo, para protegê-la
Mas um certo dia um jovem, velho conhecido,
Que não aparecia há anos no vilarejo
Apareceu de surpresa e, propositadamente,
Desatou a conversar com a pobre moça
Que descansava no assento da praça
Que ficava em frente à escola
Num certo momento a iludida gabou-se,
Disse que, por ser muito bonita, não tinha amigas
Por que todas, sem exceção, a invejavam
O jovem, que era de sua confiança, disse-lhe
Que tudo aquilo não passava de uma mentira
Que ela não se via como realmente era
Mas todos faziam questão de esconder isso dela
Que tinha uma deficiência no cérebro
E por isso não via as imagens como os olhos captavam
Disse-lhe também que era a mais feia
A menina, em desespero, correu para casa
Chegou-se a sua mãe e pediu-lhe que negasse
A mãe com os olhos inundados disse:"Filha..."
A jovem prostrou-se e de súbito gritou:
"Eu sou feia!"






