sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Despedida



Mal dormiu naquela noite
Pensou em como viveria depois daquele dia
Levantou-se cedo
Chorou sem parar até soluçar
Lavou o rosto
Se arrumou e se perfumou
Criou coragem
Seguiu para a estação
Onde encontrou o seu grande amor
Aquele rosto que tantas vezes o consolava
Parecia abatido
Como se tivesse perdido igual noite
Abraçaram-se demoradamente
Sentiu que lhe faltou o ar
E a insuportável dor que surgiu no peito
Veio despontar nos olhos
Como cristalinas lágrimas
Aquele abraço pareceu uma eternidade
Não se ouviam sons
Já não se sabiam onde estavam
Se possível fosse se fundiriam
Para evitar a separação
Mas o tempo passou
E aquela tão temida hora chegou
Separaram-se, foram em direções opostas
O que seria daquele amor?

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