quinta-feira, 2 de junho de 2011

Deusa


Sentia-se mal enquanto caminhava, quando a avistou de longe.
Não acreditou logo nos seus olhos, olhou novamente para ter certeza
E sua expressão de dor dissolveu-se em um sorriso de corpo inteiro.
Lá vinha aquela que podia controlar seus pensamentos e vontade se quisesse.
Ela andava de modo não muito glamouroso, de um jeito bem despojado.
Seus cabelos negros balançavam ao vento, mesmo quando não havia vento algum.
Mas não havia corpo mais feminino que o dela, de curvas perfeitamente desenhadas, 
Que naquele movimento de vai e vem dos quadris largos enfeitiçava.
Tinha rosto de traços fortes e marcantes, uma obra de arte sem igual,
Um sorriso largo, aconchegante e lindo, em que até a falha era enfeite.
Sua pele, de uma só cor de canela, era tão macia que instigava uma mordida.
Mas era o seu colo, de seios bem delineados que mais provocava os olhos.
Depois de vê-la esqueceu-se completamente do seu mal estar,
Só sabia pensar nela e todo o dia foi dela até os seus sonhos.

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