quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Encanto

Dizem que temos medo do desconhecido, não nego. Afirmo porém, que o muito conhecido não tem graça. Aquilo que vejo sempre, vejo tanto que já nem olho. O que é obscuro, escondido, imprevisível, turvo e até duvidoso tem o seu encanto. De tanto andar por uma rua mudo meu caminho para conhecer o novo. Não vá me dizendo quem és, deixe-me descobri-lo. Como mergulhar em águas escuras sinto medo e desejo, não certeza e tédio. É como roubar doce no escuro, um pouco tenso e saboroso. Admiro as incertezas e as diferenças, amo os desafios. O enigma é o encanto. Quero desvendar pensamentos e vontades, prever o que será. Mas não seja previsível, por que o encanto é perecível.

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