Ele ia, andava, meio sem rumo, quase sem graça,
Naquela avenida a beira mar.
Era verão, fazia muito calor,
Mas ele sentia as mãos geladas e o corpo trêmulo.
Muitas pessoas se divertiam naquela hora,
Músicas a se confundirem nas ruas,
Mas ele, não ouvia nada, ou pelo menos não o entendia.
Ouvia o claro som do seu coração que,
De constantemente calmo passara a
Quase zabumba em baião.
Há minutos atrás acabara de viver algo diferente,
Era diferente de tudo que havia vivido
Ainda sentia o toque das mãos quentes
Que outrora o afagava e apertava.
Constantemente tocava ou lambia seus próprios lábios
Apenas para certificar-se de que aqueles
Lábios não estavam mais entre os seus.
Sentia frio, não por que fazia frio,
Mas por que aquele corpo não o abraçava mais.
Ele não se questionava o que aconteceu,
Pensava em como algo tão bom demorou tanto para ocorrer.
Ele, que buscava tudo de bom que a vida podia trazer,
Sentiu-se privado em todos aqueles anos.
Passado o susto, ele queria mais,
Não via a hora de cobrar da vida aquilo que não havia tido.
Ele queria agora e tinha pressa.

Adoooorei!
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