quinta-feira, 31 de março de 2011

Flores

Num dia quente, daqueles em que não se sabe se haverá sobreviventes, Pedrinho estava entediado, deitado no chão assistindo à televisão. Por um momento raciocinou que o jardim estaria mais frio ou menos quente, dirigiu-se então para o jardim. Foi só chegar ao jardim para perceber que sua suposição estava errada. Mas algo prendeu a atenção de Pedrinho, o jardim da vizinha parecia mais bonito que nunca. O menino não se contentou em apena olhar de longe, foi andando pela frente da casa até o jardim vizinho. Lá estando, pôs-se a admirar tocar e cheirar as flores, de repente veio à sua mente a lembrança de sua mãe lhe dizendo que mexer com as flores da vizinha daria em briga. Lembrou-se tarde e já podia ver o vulto da vizinha na janela, não esperou muito e já estava de volta a sua casa. Sentou-se em frente à televisão e desligou-a, indignou-se por desejar as flores da vizinha mais do que qualquer outra e não poder tê-las.

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