terça-feira, 8 de maio de 2012

Ripe fruit waiting


Sometimes, when you´re doing something very hard
You start to ask yourself why
But only when you can reap the fruits
You can understand why you have to expect the tree to grow.

sábado, 28 de abril de 2012

Foi Lindo


O nosso amor passou, não quero mais te ver.
Se nosso amor brilhou, não quero mais você.
Foi tudo muito lindo, que pena que acabou.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Seria boa demais

Seu jeito de mal. Seus olhos quebrados. Sua boca farta. Seu sorriso doce. Sua pele morena cetim de seda. Seus cabelos, nem sempre arrumados. Sua gargalhada entrecortada. Seu olhar desbravador. Seu instinto protetor. Seu colo, um convite. Suas pernas, sedução. Suas mãos, carícias. Seu amor de surto. Não tem defeito? Não teria. Seria você. Seria boa demais. Seria amarga também. Seria tortura. Seria vício também. Seria um problema. Seria eu não te querer bem.

terça-feira, 20 de março de 2012

Tanto


Quando, extasiada de prazer, olho esse mar, me pergunto se mereço tanto. Nesse imenso azul, tão lindo, mergulhar devia ser a honra dos deuses, o pátio da deusa. E eu aqui, tão pequena, tão eu, perdida e afogada nesse mar de satisfação. A vida deu demais pra quem esperava pouco.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Minha Teia


Estou limpando a minha casa.
Sacudi os meus tapetes e vou abrindo as janelas
Estou pintando as fachadas.
Vou quebrando as correntes, transformando minha cela.
Limpei a mobília empoeirada
E tecendo a minha teia, penso em me deitar nela

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Prazer Proibido

Seu grande prazer lhe causava grande dor.
Não é dor daquelas que se espera ficar madura pra colher.
Nem das que se sente quando se apanha.
Não é tão intensa como a dor de perder um grande amor.
Nem passa perto da dor de amor não correspondido.
Essa só lhe surgia quando fuçava as páginas recentes da sua memória.
As imagens, outrora tão comuns, tinham um poder perturbador.
O que começava com nojo, desvanecia-se numa saudade aterradora.
A saudade transmutava-se em desejo eufórico.
E o desejo era amigo da desilusão que lhe aparecia clara.
Firme como uma facada que lhe despontava no peito.
E doía e doía e doía e lhe trazia um prazer quase mórbido.
Até ela se lembrar que não devia abrir aquele baú.
Já havia prometido pra si mesma que não faria isso.
Mas havia quebrado a promessa tantas quantas vezes estivesse fraca.
E, embora demorasse, acontecia quando ela não esperava.
Aquele prazer proibido lhe trazia culpa e o chão duro da culpa lhe fazia parar.
"Aiiiii....chega!"

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Indo adiante

 

Should I give up or should I just keep chasing pavements
Todos temos duas opções, pelo menos na teoria.
Mas eu apenas segui meu caminho do mesmo modo de sempre.
Ao que me parece a outra opção não existe na prática.
Sempre a minha vida não para e segue seu caminho.
E eu o sigo de modo implacável, sem desculpas.
Atropelando todos e até o meu coração.
Não sei se vou chegar a algum lugar.
Queria ficar e viver e ver a outra possibilidade.
Mas eu não posso parar, quem quiser pode esperar.
Ou tentar me acompanhar vai ser difícil.
Acho que um dia minha caminhada me fará voltar.
E quem sabe passar por onde você está.
Nesse momento talvez eu desista e resolva ficar